O Hexa continua sendo apenas um sonho

Noruega elimina o Brasil, expõe fragilidades da Seleção e abre nova crise no futebol brasileiro.

A camisa mais vitoriosa da história do futebol voltou a pesar, mas não o suficiente para impedir mais um capítulo frustrante da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.

Neste domingo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti foi derrotada por 2 a 1 pela Noruega, em Nova Jersey, e encerrou sua participação ainda nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A eliminação amplia para seis edições consecutivas a espera pelo hexacampeonato, um jejum que já dura desde 2002.

A história da partida começou a mudar ainda no primeiro tempo. Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti que poderia colocar o Brasil em vantagem. O erro custou caro.

Na etapa final, quem apareceu foi o maior centroavante do futebol mundial na atualidade.

Erling Haaland marcou duas vezes, explorando falhas defensivas e castigando uma Seleção que voltou a demonstrar dificuldade para transformar posse de bola em eficiência ofensiva. Neymar ainda diminuiu nos minutos finais, mas já era tarde para evitar mais uma despedida melancólica.

Um golpe que vai além da derrota

O resultado rapidamente transformou as redes sociais em um tribunal.

Torcedores criticaram a postura excessivamente cautelosa da equipe, questionaram as escolhas de Carlo Ancelotti e voltaram a cobrar mudanças estruturais na Confederação Brasileira de Futebol. A palavra “reformulação” passou a dominar as discussões poucas horas após o apito final.

O fim de uma geração?

A eliminação também pode representar o encerramento de um ciclo.

Neymar, que voltou a atuar na competição após conviver com lesões nos últimos anos, deixou o futuro em aberto. Outros atletas experientes também passam a ser alvo de questionamentos sobre permanência na Seleção, enquanto cresce a pressão para acelerar a renovação visando a Copa de 2030.

Haaland, o dono da noite

Enquanto o Brasil tenta entender mais uma eliminação, a Noruega celebra sua maior vitória em Copas do Mundo.

Com dois gols, Erling Haaland confirmou o protagonismo que já exibe no futebol europeu e colocou seu país entre os classificados às quartas de final, entrando definitivamente para a história como o homem que interrompeu o sonho brasileiro do hexacampeonato.

O que fica?

Mais do que uma derrota, permanece uma pergunta que se repete há quase um quarto de século:

Como a maior seleção da história do futebol passou a conviver com eliminações precoces como se fossem rotina?

Do pentacampeonato em 2002 até hoje, o Brasil acumulou gerações talentosas, técnicos consagrados e investimentos milionários. Mas o troféu mais desejado do futebol continua distante. E, mais uma vez, o sonho do hexa termina antes mesmo das quartas de final.