PR Safra 2025/26: produção de tabaco deve bater recorde

O Paraná está prestes a alcançar a maior produção de tabaco de sua história na safra 2025/26. A projeção do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, é de cerca de 210 mil toneladas.

Com aproximadamente 90% da colheita concluída, a área plantada chegou a 86 mil hectares — a maior já registrada no Estado, representando crescimento de 4% em comparação ao ciclo anterior. Somada à produtividade superior à da safra passada, a expansão deve levar os produtores a superar, pela primeira vez, a marca de 200 mil toneladas, ultrapassando os recordes de 195 mil toneladas registrados em 2017 e 2025.

Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral, o tabaco deve ter reajuste de preços acima da inflação, em contraste com outras commodities agrícolas que registraram queda nos últimos 12 meses.

Preços e rentabilidade

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) informa que os primeiros acordos comerciais da nova safra indicam aumento linear de 7% em todas as classes do produto. O percentual foi definido principalmente com base na alta dos custos de produção e, conforme o Deral, deve assegurar maior rentabilidade aos produtores, especialmente diante do volume expressivo colhido.

Impacto regional

De acordo com Godinho, a produção de tabaco no Paraná é predominantemente conduzida por pequenos agricultores, cujas famílias vivem nos próprios municípios onde cultivam. O novo ciclo de resultados positivos tende a movimentar diretamente as economias locais, fortalecendo o comércio e o setor de serviços nas regiões produtoras.

Seis municípios concentram o maior Valor Bruto da Produção (VBP) do tabaco no Estado: Agudos do Sul, Guamiranga, Piên, Quitandinha, Rio Azul e São João do Triunfo. Em todos eles, a população é inferior a 20 mil habitantes, o que amplia o impacto socioeconômico da safra recorde nessas comunidades.